Cronologia de Vida e Obra PDF Imprimir E-mail

1919

 

31/08/1919 – Do alto da serra onde se localiza Areia, em plena região do brejo paraibano, avista-se lá embaixo o Município de Alagoa Grande, com a lagoa que identifica o lugar brilhando à luz do sol, como um espelho cristalino em meio a um tapete verde. Pois foi em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, que nasceu, no Engenho Tanques, José Gomes Filho, que mais tarde viria a se tornar conhecido como Jackson do Pandeiro. Filho da pernambucana de Timbaúba, cantadora de coco Flora Maria da Conceição, conhecida por Flora Mourão e do oleiro paraibano de Alagoa Grande José Gomes. Passa a infância (até os sete anos de idade) vendo e ouvindo as rodas de coco e nadando e pescando nos rios Mamanguape e Mandaú e na Lagoa do Paó, além de apreciar os filmes de faroeste, em especial, os estrelados por Jack Perrin. Do mesmo pai, Jackson tinha dois irmãos Severina e João (Tinda).

 

- Antes dos 07 anos completos, inicia-se na percussão, substituindo o zabumbeiro que acompanhava sua mãe nas apresentações. Com 10 anos, vai substituir de vez o zabumbeiro.

 

 

1930/31

 

- Com a morte do pai provavelmente no final de 1930 e num momento de extrema dificuldade financeira, a família muda-se (a pé) para Campina Grande, onde nasce o quarto filho de Dona Flora, Geraldo, filho de Zé Piroca. Geraldo consta em seus documentos como filho de José Gomes e é chamado de Cícero (em homenagem ao Padre Cícero do Juazeiro do Norte).Jackson foi trabalhar como ajudante de padeiro na Padaria São Joaquim.

 

 

1936/37

 

- Nessa fase, Zé Jack torna-se assíduo freqüentador da região da Madchúria, zona de baixo meretrício de Campina Grande, colecionando amigos como Geraldo Corrêa, Paizinho, Vicente, Zé Lacerda e Abdias (violonista e tocador de banjo) e já tocando pandeiro.

 

 

1938

 

- Inicia-se o conturbado relacionamento com Maria da Penha;

 

 

1939

 

- Zé Jack já se destaca como pandeirista, passando a ser conhecido como Jack do Pandeiro.

 

- Passa a encenar o pastoril profano do bairro de Zé Pinheiro, ficando conhecido como palhaço Parafuso.

 

- Com Zé Lacerda, forma a primeira versão da dupla humorística Café com Leite, que chegou a fazer temporada na pensão de Carminha Vilar.

 

- Freqüenta o Cassino Eldorado, tomando contato com ritmos diversificados (blues, jazz, chorinho, maxixe, rumba, tango, samba etc), chegando a integrar a orquestra exclusiva do cabaré, comandada pelo irmão de Capiba.

 

 

1940

 

- Zé Lacerda foge com Severina para se casar e se desfaz a dupla Café com Leite.

 

 

1942

 

- Foi goleiro do Central de Campina Grande por um tempo.

 

 

1944

 

- Por conta de um entrevero com soldados em plena Segunda Guerra Mundial, Jackson se muda para João Pessoa.

 

- É contratado para integrar a Rádio Tabajara por Cr$ 85,00 (oitenta e cinco cruzeiros).

 

 

1945

 

- Tem contato com o universo das estações de rádio, admirando o frevo e as emboladas de Manezinho Araújo, acompanhando Benigno Carvalho.

 

 

1946

 

- Houve fase em que saía todas as tardes dos ensaios da rádio para visitar sua mãe no hospital.

 

14/agosto/1946 – falece, em casa, na rua da Gameleira, Flora Mourão.

 

- Jack do Pandeiro é um astro em escalada, mesclando as emboladas de Manezinho Araújo, os sambas de Jorge Veiga, os cocos de Flora e o caldo de repentistas campinenses.

 

- A convite do maestro pernambucano Nozinho, passa a integrar a Jazz Tabajara.

 

 

1947

 

- Forma a dupla humorística Café com Leite na Rádio Tabajara, em João Pessoa, com Rosil Cavalcanti. A dupla, com Jack no violão e Rosil no pandeiro, pedurou até 1948 quando Jackson parte para Recife e Rosil para Campina Grande. Detalhe: Jackson, pintava-se de branco e era o “leite” e Rosil pintava-se de preto e fazia o papel de “café”.

Maio/1948 – Chega a Recife, convidado para integrar o cast da Rádio Jornal do Commercio, especificamente a Jazz Paraguary.

 

03/julho/1948 – participa, como pandeirista da Jazz Paraguary, da inauguração da Rádio Jornal do Commercio no Recife. Na Jornal do Commercio, é apadrinhado pelo locutor-chefe Ernani Séve, que se apercebe da voz metalizada e nova de Jack do Pandeiro, sob a resistência do diretor artístico Dr. Theophilo. Foi Ernani Séve que o rebatizou como Jackson do Pandeiro. Neste ano, apresenta-se em seu primeiro programa de Rádio, apresentado por Séve o “Clube da Colher”, cantando gêneros nordestinos.

 

 

1949

 

- Começa a ser alvo de matérias jornalísticas, que já o classificavam como “homem-orquestra”. No Natal desse ano, ganha cada vez mais espaço, com reportagem de quatro colunas do Jornal do Commercio, em local nobre, já sendo chamado de “maior cantor de sambas ritmados do norte do país”.

 

- Conhece o recifense Edgar Ferreira num dos terreiros de candomblé que freqüentava.

 

Março/1949 – presencia, pela primeira vez, a performance do Rei do iaôão, Luiz Gonzaga, que veio a Recife patrocinado pela Aguardente Chica Boa.

 

 

1950 a 1952

 

- Jackson se mantém no gosto do povo, na Rádio, cantando exclusivamente samba. Em Recife, intensifica a amizade com o paraibano Genival Macedo, representante da Copacabana para o Norte-Nordeste.

 

 

1952

 

- Conhece a olindense Almira Castilho de Albuquerque, radioatriz da Rádio Jornal do Commercio.

 

 

1953

 

Janeiro de 1953 – canta o coco Sebastiana na Revista Carnavalesca “A Pisada é Essa”. O sucesso do número é tamanho que o faz repetir o número durante cerca de 27 semanas, fazendo dupla com Luiza de Oliveira, mãe das Três Marias. Sebastiana foi a música do carnaval de 1953.

 

- Após o estrondoso sucesso, de imediato, estréia a revista “A, E, I, O, U Ypsilone...”, com Almira no lugar de Luíza de Oliveira.

 

- Nessa época, conhece o alagoano Hermeto Pascoal, que começava na Rádio, substituindo Jackson como baterista na Jazz Paraguary.

 

Abril/1953 – Conhece pessoalmente Luiz Gonzaga, que o convida para morar no Rio de Janeiro e gravar na RCA, sob seu patronato. Recusa, sob o pretexto de que ainda não se sentia preparado.

 

16/Junho/1953 – assina com a Jornal do Commercio contrato de trabalho, na condição de cantor e pandeirista, com salário de Cr$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos cruzeiros) por mês.

 

Outubro/novembro/1953 – lança seu primeiro disco 78 rpm, pela Copacabana, gravando no lado A “Forró em Limoeiro” e no lado B “Sebastiana”.

 

- Inicia o romance com Almira, que o alfabetiza e iria se responsabilizar pelos negócios, orientação artística, agenda, contratos com a imprensa, guarda-roupa. Jackson e Almira formavam a dupla perfeita. Desde o início se preocupavam com o visual e com as performances de palco. Ela, sensual com um belo par de pernas e jogo de cintura e ele, com toda musicalidade, explosão de ritmos e uma forma de cantar única e especial.

 

 

1954

 

02/fevereiro/1954 – Assina contrato com a Copacabana, por meio de Ganival Macedo, para gravar cinco 78 rpm’s. Todas as músicas são gravadas nos estúdios da Rádio Jornal do Commercio; oito delas com arranjos do sanfoneiro Gaúcho e duas do Maestro Clóvis Pereira. Grava Forró em Limoeiro, 1 x 1, 17 na Corrente, todas de Edgar Ferreira, os cocos Sebastiana e Boi Brabo, de Rosil Cavalcanti e Mulher do Aníbal, de Genival Macedo e Nestor de Paula, o baião Êta Baião, de Marçal Araújo, o batuque O Galo Cantou, de Edgar Moraes, o frevo Micróbio do Frevo, de Genival Macedo e o samba Vou Gargalhar, de Edgar Ferreira. As gravações duram cerca de um mês.

 

- o primeiro 78 rpm lançado pela Copacabana traz Forró em Limoeiro no lado A e Sebastiana no lado B.

 

- no Rio de Janeiro, o primeiro 78 rpm de Jackson causa furor, com várias especulações de como seria fisicamente Jackson do Pandeiro.

 

- o segundo 78 rpm, com o rojão 1 X 1 (Edgar Ferreira) e o coco A Mulher do Aníbal (Genival Macedo / Nestor de Paula), fez muito sucesso e Jackson decide viajar de navio para o Rio de Janeiro.

 

24/abril/1954 – apresenta-se no programa de maior audiência, o de César de Alencar e em vários outros.

 

- Do Rio, vai se apresentar em São Paulo e Minas Gerais.

 

- Os planos de passar alguns dias transforma-se em quase três meses.

 

- Começam as pressões da Rádio Jornal do Commercio para que voltem a Recife.

 

30/outubro/1954 – casa-se com Almira Castilho.

 

- São lançados os 78 rpm’s com o frevo Micróbio do Frevo (Genival Macedo) e o samba Vou Gargalhar (Edgar Ferreira), sucessos retumbantes no mundo do samba e do frevo, superando todas as vendagens da Copacabana.

 

- Recebe do pernambucano Zé Dantas o rojão Forró em Caruaru, lançado no ano seguinte (1955).

 

 

1955

 

12/fevereiro/1955 – Jackson, que se apresentava com Almira, no Recife, no bairro da Tamarineira, é espancado, após reagir a uma passada de mão de um dos presentes nas pernas de Almira, em covarde episódio, mudando-se, em definitivo, para o Rio de Janeiro.

 

- É lançado o primeiro Long Play (de 10 polegadas), reunindo as gravações dos primeiros 78 rpm’s.

 

- Estréia, na TV Tupi, o programa comandado por Jackson e Almira, intitulado “No Forró do Jackson”, com performance artística em muito superior a dos demais artistas trazidos do rádio para a TV.

 

- É contratado pela Rádio Nacional. A partir de então, Jackson do Pandeiro começa a influenciar o rumo da música nordestina, freqüentando assim como Luiz Gonzaga, o eixo central da indústria cultural do país, como um dos mestres da Música Brasileira.

 

 

1956

 

- Lança seu segundo Long Play, reunindo gravações dos 78 rpm’s já lançados, com as músicas Moxotó, 17 na Corrente, Coco do Norte, Êta Baião, Falso Toureiro, Rosa, Ele disse e No Quebradinho.

 

- Me dá um Cheirinho faz sucesso no Rio, mas estoura mesmo é no Recife.

 

- Estréia o filme “Tira a mão daí”, da Flama Filmes, Unida Filmes e Cinedistri, sob a direção de Ruy Costa. Primeiro dos nove dos quais participa ao longo da carreira.

 

- Grava O Canto da Ema, que chega as suas mãos por intermédio de Alventino Cavalcante, um dos compositores. Ayres Viana e João do Vale conhece depois.

 

 

1957

 

- Forma o conjunto composto pelo alagoano Raimundinho na sanfona, Cícero na zabumba, Tinda no triângulo e Loza nas maracás.

 

- Lança o 78 rpm com Mão na Toca, a primeira que traz o nome de Jackson do Pandeiro como compositor.

 

- Depois das festas de Momo, lança Xote de Copacabana e Cabo Tenório.

 

- Sai seu terceiro LP pela Copacabana, Os Donos do Ritmo. Das oito faixas incluídas, apenas o batuque Tarimá é primeira gravação. As demais gravações são as mesmas dos 78 rpm’s: O Canto da Ema, Pai Orixá, Coco do Improviso, Cabo Tenório, Coco Social, Boi Tungão e 4 x 1.

 

1958

- Lança os dois primeiros 78 rpm’s pela Colúmbia: Tum, Tum, Tum e Pacífico Pacato e Boa Noite e Nortista Quatrocentão.

 

- Filma com Almira “Minha Sogra é da Polícia”, interpretando o soldado “biriba” e “Batedor de Carteira”.

 

- Conhece o pernambucano Bezerra da Silva, de quem vira parceiro de uma safra de 10 músicas.

 

- Antônio Barros vai para o Rio de Janeiro e procura Jackson do Pandeiro.

 

 

1959

 

- Lança Lágrima, sucesso em 1960 e emplaca o Baião do Bambolê, no filme “Aí vem alegria”, sob a direção de Cajado Filho.

 

- participa, junto com Almira, do filme “Cala a Boca, Etelvina”.

 

- grava “Chiclete com Banana”, em parceria com o baiano Gordurinha.

 

- A Copacabana lança o histórico “Jackson do Pandeiro: Sua majestade o Rei do Ritmo”.

 

 

1960

 

- Na Philips, é lançado seu primeiro LP apenas com músicas inéditas: Jackson do Pandeiro: Cantando de Norte a Sul.

 

- Junto com Almira, participa de dois filmes: Viúvo Alegre, interpretando Minha Marcação e Pequeno por fora, sob a direção de Aloisio T. de Carvalho.

 

 

1961

 

- Emplaca O Velho Gagá no Carnaval de ’61.

 

- Integra o elenco de “Bom Mesmo é Carnaval”, de Herbert Richers e Fanre Filmes, cantando “Vou ter um Troço”.

 

- “Vou ter um troço” foi aplaudida pelo Maracanazinho lotado no festival “Europa 1”.

 

- Lança Ritmo... melodia e personalidade de Jackson do Pandeiro, com destaque para Rojão de Brasília (Jackson do Pandeiro - João do Vale), A mulher que virou homem (Jackson do Pandeiro - Elias Soares) e Carta para o norte (Rosil Cavalcanti).

 

- Lança Mais Ritmo, com destaque para Xexéu de Bananeira (Jackson do Pandeiro) e Passe na Lapa (Nivaldo Lima / Jackson do Pandeiro).

 

 

1962

 

- Lança “Como Tem Zé na Paraíba” (Manezinho Araújo/ Catulo de Paula) e “Na Base da Chinela” (Jackson do Pandeiro / Rosil Cavalcanti) pela Philips.

 

- Nos meses juninos e monescos, Jackson e Almira chegavam a se apresentar em até 12 programas de Rádio.

 

- Ganha de Paulo Gracindo o apelido de “Alegria da Casa”, que intitula um dos seus LP’s de ’62. O Outro LP “É Batucada”, ressalta o lado sambista de Jackson.

 

- Grava aquele que seria seu último filme “Rio à Noite – Capital do Samba”, sob a direção de Aloísio T. Carvalho.

 

- Lança vários sucessos: Samba do Ziriguidum, Lei da Compensação, Mané Gardino, Lamento Cego, Forró em Surubim, Cantiga do Sapo, Tum, Tum, Tum, quadro negro, forró na gafieira, casaca de couro, jacaré bebeu, Maria do Angá e Sonata no Frevo.

 

 

1963

 

- Sai o LP “Caminho da Roça”, com Jakcson, Almira e Zé Calixto.

 

 

1964

 

31/março/1964 - É procurado por Genival Lacerda, recém chegado no Rio.

 

- Casa-se no civil com Almira;

 

 

1967

 

- Separa-se de Almira e conhece Neusa Flores dos Anjos.

 

- Sai seu último disco com Almira: Braza do Norte, pela Cantagalo, destacando-se Ralabucho (Florisval Ferreira / José César Fontes) e Verdadeiro Amor (Bezerra da Silva).

 

- É lançado o LP É Sucesso, sobressaindo-se O Pai da Gabriela (Elino Julião / José Jesus) e Iê-iê-iê no Cariri (Ricardo Lima Tavares "maruim").

 

 

1968

 

14/janeiro/1968 – sofre grave acidente automobilístico na Avenida Brás de Pina, nas proximidades da Penha, no Rio. Quebra os dois braços, tendo sido cuidado por Neusa.

 

Julho/68 – Morre Rosil Cavalcanti.

 

- 1967 e 1968 são os anos mais amargos de sua carreira e de sua vida, com problemas de saúde e sem o sucesso de antes, o que refletiu evidentemente em suas finanças.

 

 

1969

 

- A Philips lança o disco O Fino da Roça.

 

- Gal Costa grava Sebastiana pela Polygram.

 

- Lança Aqui Tô Eu, pressentindo que novos tempos virão e que os jovens artistas começam a apontar a importância de sua obra. A capa do disco é inspirado no disco Abbey Road, dos Beatles. Dentre as músicas, destacam-se Pombo-correio (Serafim Adriano / Ivani), Xodó de Motorista (Elino Julião / Dilson Dória) e ainda regravações de Chiclete Com Banana (Gordurinha / Almira Castilho), Mulher do Aníbal (Nestor de Paula / Genival Macedo) e Sebastiana (Rosil Cavalcanti).

 

 

1971

 

- Abdias consegue trazer Jackson para a CBS, passando a ser o principal artista nordestino da gravadora.

 

- Grava na CBS para a quinta edição da série Pau de Sebo, sob a produção do baiano Raul Seixas.

 

- Na CBS, batiza oficialmente seu grupo de conjunto Borborema.

 

- Primeiro LP pela CBS, O Dono do Forró, com destaque para Morena Bela (Onildo Almeida/Juarez Santiago), Forró Em Campina (Jackson do Pandeiro) e Balanço de Maria (Buco do Pandeiro / Geraldo Gomes).

 

 

1972

 

- lança o LP Sina de Cigarra, com destaque para Eu e Dona Maria (Marco Antônio), Catirina (Jararaca), Nem Vem Que Não Tem (José Orlando), O Puxa-saco (Zé Catraca), Feito de Manteiga (Ivo Marins / Jackson do Pandeiro), Sina de Cigarra (Jackson do Pandeiro / Delmiro Ramos) e Chico Chora (Bezerra da Silva / Ataylor de Souza / Paulo Filho).

 

- Gilberto Gil grava “Chiclete com Banana” e “O Canto da Ema” no disco Expresso 2222.

 

- Em entrevista ao Jornal O Globo, no caderno Cultural, agradece aos novos artistas, que reconhecem a importância de sua obra.

 

- É convidado para defender “Papagaio do Futuro” no VII Festival Internacional da Canção, realizado pela TV Globo, cantando ao lado de Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Conjunto Borborema (com Bezerra da Silva na zabumba).

 

- Estréia, junto com João do Vale e Carmem Costa, o show “Chicletes com Banana”, no Teatro Opinião.

 

- O radialista Adelzon Alves convida-o para dividir consigo o horário das quartas-feiras, voltado ao forró na Rádio Globo.

 

- Incentiva a criação do grupo “Três do Nordeste”, intercedendo junto a Abdias para gravarem na CBS.

 

- Esse ano marco definitivamente o reencontro com o caminho do reconhecimento: das entrevistas, dos programas de rádio e TV, dos shows e projetos especiais. Músicos que o acompanharam como Dominguinhos e Severo dizem que ele era um grande “sanfoneiro de boca”, o que significa que apesar de não saber tocar o instrumento ele fazia com a boca tudo aquilo que queria que o sanfoneiro executasse no instrumento.

 

 

1973

 

- Adere à Cultura Racional, chegando a gravar várias músicas alusivas a esta crença: Mundo de Paz e Amor (Zito de Souza/Alexandre Alves), Acorda Meu Povo (João Cruz), Alegria Minha Gente (João Lemos). Em 1978, desilude-se e abandona a seita.

 

- Participa do LP Forroriando de Abdias e sua Sanfona de Oito Baixos, pela CBS, cantando Forró do Regatão (Araponga do Rojão/Antônio Bispo), "Saudade do meu xodó" e Tola (Elino Julião). Para esse disco, compõe Pastora Bela (Jackson do Pandeiro). Nesse LP, Jackson participa do ritmo em todas as músicas.

 

- É contratado pela Alvorada/Chantecler e grava o LP “Nossas Raízes” (que só será lançado em 1974), sobressaindo-se Vou de Tutano (J. Cavalcanti / Jackson do Pandeiro), Mundo de Paz e Amor (Zito de Souza / Alexandre Alves), Coração Bateu (Ivo Marins / Jackson do Pandeiro), Forrobodó (Joca de Castro / Carim Mussi), O Rei Pelé (Jackson do Pandeiro / Sebastião Batista), O Samba e o Pandeiro   (Jackson do Pandeiro / Ivo Marins) e Minha Zabelê (Adpt. Gervásio Horta).

 

 

1974

 

- Chico Buarque grava Lágrima (José Garcia - Sebastião Nunes - José Gome Filho) em seu disco Sinal Fechado, pela Phonogram.

 

 

1975

 

- Lança a Tuba da Muié, no qual há interpretações de Marluce, Severo e Chico Mota. Jackson interpreta Roubei a Moça (José Gomes Filho), O Retirante (Rui de Moraes e Silva), Vamos pra Roça (José Gomes Filho e Anastácio Silva), A Tuba da Muié (Zito de Souza) e Vitalina (José Gomes Filho e Anastácio Silva). As músicas que não são interpretadas por Jackson tem o acompanhamento do seu conjunto.

 

- Na série de discos "MPB 100 - Um século de Música Popular Brasileira", editada pela Rádio MEC e com roteiro do jornalista Ricardo Cravo Albin, teve os LPs cinco e seis em homenagem à sua obra.

 

 

1976

 

- Sai o LP Mutirão, pela Chantecler, repetindo o formato da Tuba da Muié, com Jackson interpretando apenas algumas das músicas.

 

- 20/setembro/1976 – Jackson e Gilberto Gil se apresentam juntos no palco do Teatro Carlos Gil.

 

- Apresenta-se com Alceu Valença no Projeto Seis e Meia, no Teatro João Caetano.

 

- No Canecão, junto a Emílio Santiago, Dóris Monteiro e Alcione, participa do “Nove e Meia”, produzido por Sérgio Cabral e Ronaldo Bôscoli.

 

- O Banco do Brasil comemorou em outubro a inauguração da agência número mil - em Macapá - com uma série de eventos, dentre os quais o lançamento do LP O Dinheiro na MPB, com produção de Ricardo Cravo Albim, ex-diretor do Museu da Imagem e do Som-RJ e produtor de programas da rádio Mec e Nacional, reuniu 19 músicas que têm, por tema, o vil metal, em suas interpretações sonoras segundo os nossos compositores. Assim, com arranjos de Altamiro Carrilho, nas faixas do LP de circulação restrita (apenas 5 mil exemplares) apareceu Jackson do Pandeiro, interpretando Dezessete e Setecentos (Luiz Gonzaga/Miguel Lima).

 

 

1977

 

Lança, pela Alvorada/Chantecler, o LP Um Nordestino Alegre, com destaque para História de Lampião (Severino Ramos / Jackson do Pandeiro), Quem Vê Cara Não Vê Coração (Zé Catraca / Joaquim Lira), Alô Campina Grande (Severino Ramos), Rainha de Tamba (Zé do Norte) e Sete Meninas (Toinho / Dominguinhos).

 

 

1978

 

- Participa, ao lado de Alceu Valença, do Projeto Pixinguinha, percorrendo Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília.

 

- Apresenta-se com Carmélia Alves no Projeto Seis e Meia.

 

11/abril/1978 – integra show com Fagner, Moraes Moreira e Zé Ramalho, sob a direção de Capinan e Abel Silva, no Teatro João Caetano.

 

- Compõe, com Kaká do Asfalto, No Som da Sanfona e a entrega para Elba Ramalho gravar.

 

 

1979

 

- Participa da gravação do primeiro LP de Elba Ramalho (Ave de Prata), como instrumentista.

 

- Compõe Xodó no Forró, homenageando Dominguinhos.

 

- Participa do Projeto Asas da América, gravando Sou Eu Teu Amor (Alceu Valença/Carlos Fernando), em dueto com Gilberto Gil. Esse projeto sistematiza modernamente o frevo, não apenas na roupagem como também nos arranjos e orquestrações. Seu idealizador foi o caruaruense Carlos Fernando.

 

 

1980

 

- Participa, fazendo dupla com Anastácia do Projeto Pixiguinha e dá os primeiros sinais de fraqueza em sua saúde.

 

- Cátia de França é a última artista da nova geração a dividir palco com Jackson.

 

- Lança pela Sinter/Polygram LP “São Autêntico de Jackson do Pandeiro”, com destaque para São João na Roça (Antonio Barros/Jackson do Pandeiro), Acenderam a Fogueira (Maruim/Jackson do Pandeiro) e Véspera e Dia de São João (Jackson do Pandeiro/Maruim).

 

 

1981

 

- Lança, pela Polygram, aquele que seria seu último LP “Isso é que é Forró”, ganhando rasgados elogios de Zuza Homem de Mello e José Ramos Tinhorão.

 

 - Participa do disco do sambista Jorginho do Império, cantando na faixa Forró em Limoeiro, com Sivuca na sanfona.

 

- Participa do disco em homenagem a João do Vale, com direção e produção de Chico Buarque, Fagner e Fernando Faro. Canta em dueto com o homenageado O Canto da Ema. Participaram do projeto João do Vale, Chico Buarque, Jackson do Pandeiro, Nara Leão, Fagner, Tom Jobim, Gonzaguinha, Clara Nunes, Zé Ramalho, Amelinha e Alceu Valença.

 

 

1982

 

- 23/06/1982 – Em Santa Cruz do Capibaribe realiza-se um dos São Joões mia s animados do Brasil: Luiz Gonzaga cantava num clube, Dominguinhos em outro e Jackson do Pandeiro e seu Conjunto em um terceiro. Jackson pára de cantar. Sente-se mal. Saiu do palco. Depois retorna e termina a apresentação. Foi um pequeno enfarte. O primeiro.

 

24/06/1982 – Em Caruaru, sente-se mal e não termina o show. Deveria ser internado, como aconselhado pelo médico e compositor Janduhy Finizola. Repele a idéia e continua a agenda de apresentações, indo para Brasília.

 

03/julho/1982 – Contratado por Elmano Rodrigues para a III Festa Junina da Associação de Servidores do Ministério da Educação. É sua última apresentação pública.

 

- No aeroporto, tem entra em coma diabético e é hospitalizado.

 

10/julho/1982 – falece em Brasília Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo, sendo enterrado no dia seguinte no cemitério do Cajú no Rio de Janeiro.

 

- A Ariola pretendia fazer um disco dele com participações de outros grandes nomes da MPB, como Alceu Valenca, Moraes Moreira e Elba Ramalho.

 

- Jackson do Pandeiro foi o maior ritmista da história da música popular brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, o responsável pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino.

 

- Dono de um recurso vocal único e de uma dicção perfeita, ele conseguia dividir seus vocais como nenhum outro cantor na música popular brasileira.

 

 

1983

 

É realizada em São Paulo a Mostra "30 anos de Rojão" que reuniu fotos, filmes e shows em homenagem a Jackson do Pandeiro. O evento contou com a participação de Zé Keti, Mineirinho, Odair Cabeça de Poeta, Paulinho Boca de Cantor, Edgar Ferreira.

 

 

1997

 

É o homenageado na Décima-Primeira edição do Prêmio Sharp que foi realizado em 13 de maio de 97.

 

 

1998

 

- Vários artistas, arregimentados por Lenine, prestam homenagem a Jackson, gravando o disco “Jackson do Pandeiro: revisto e sampleado”. O disco contou com a interpretação de Lenine, Fagner, Os Paralamas do Sucesso, Gal Costa, O Rappa, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Fernanda Abreu, Cascabulho, Geraldo Azevedo, Gabriel O Pensador, Zé Ramalho, Elba Ramalho, The Funk Fuckers, Renata Arruda, Sivuca, Dominguinhos e Marinês.

 

- Genival Lacerda lança seu Tributo a Jackson do Pandeiro, pela RGE, regravando O canto da ema (Alventino Cavalcanti - Ayres Viana - João do Vale), Cantiga do sapo (Buco do Pandeiro - Jackson do Pandeiro), Sebastiana (Rosil Cavalcanti), Vou buscar Maria (Jackson do Pandeiro-Severino Ramos), Forró em Limoeiro (Edgard Ferreira), Forró em Caruaru (Zé Dantas), Rosa (Rui de Moraes e Silva), Falso toureiro (José Gomes-Heleno Clemente), Baião do bambolê (Almira Castilho - Antônio Barros),  Secretária do diabo (Osvaldo Oliveira - Reinaldo Costa), Forró do Zé Lagoa (Rosil Cavalcanti), Na base da chinela (Rosil Cavalcanti-Jackson do Pandeiro), Um a um (Edgard Ferreira), Mané Gardino (Ary Monteiro-Elias Soares), Quadro negro (Rosil Cavalcanti-Jackson do Pandeiro), Forró em Surubin (José Batista-Antônio Barros), Lamento de cego (N. Lima - Jackson do Pandeiro), Como tem Zé na Paraíba, (Manézinho Araújo - Catulo de Paula), Valsa nenén (Jackson do Pandeiro) e Forró na gafieira (Rosil Cavalcanti).

 

 

1999

 

- Aos 76 anos, a Rainha do Baião, Carmélia Alves presta homenagem a Jackson do Pandeiro e Gordurinha no disco Carmélia Alves abraça Jackson do Pandeiro e Gordurinha, pela CPC-Umes. Participam, como convidados especiais, com interpretações junto à Carmélia, Elymar Santos, Luís Vieira e Inezita Barroso. Da obra jacksoniana, são revividas as seguintes músicas:, Chiclete Com Banana, Xote em Copacabana, Sebastiana, Moxotó, Forró em Surubim, Cantiga do Sapo, Mané Gardino, Tum Tum Tum, Penerou Gavião, Casaca de Couro, O Canto da Ema, Forró em Caruaru, Baião do Bambolê e Um a Um.

 

 

2000

 

- Pela Atração Fonográfica, Jarbas Mariz, integrante da banda de Tom Zé, grava um disco-homenagem a Jackson do Pandeiro, com quem teve o privilégio de tocar, no início dos anos 80. Trata-se do Forró do Gogó ao Mocotó, em que são interpretadas Forró em Caruaru (Zé Dantas), Mulher do Aníbal (Nestor de Paula - Genival Macedo), Cabeça feita (Jackson do Pandeiro - Sebastião Silva), Quem tem um, não tem nenhum (Jorge Paulo - Durval Vieira), Vou de tutano (J. Cavalcanti - Jackson do Pandeiro), Como tem Zé na Paraíba (Catulo de Paula - Manezinho Araújo), Chiclete com banana (Almira Castilho - Gordurinha), Samba do ziriguidum (Jadir de Castro - Luiz Bittencourt), Cabo Tenório (Rosil Cavalcanti), Falso toureiro  (Heleno Clemente - José Gomes), Sebastiana (Rosil Cavalcanti) e Cantiga do sapo (Buco do Pandeiro - Jackson do Pandeiro). O trabalho contou com a participação especial do grupo Mestre Ambrósio, o percussionista Marcos Suzano, o sanfoneiro Toninho Ferraguti, o trombonista Bocato e a cantora Vange Milliet, além de Chico César.

 

 

2001

 

- Teve sua biografia, de autoria de Fernando Moura e Antônio Vicente, lançada pela Editora 34, na coleção "Todos os cantos". Na ocasião do lançamento foram realizados três dias de festa em sua homenagem em João Pessoa na Paraíba, reunindo grupos nordestinos como o Cascabulho.

 

- O paulista Marco Bosco lança "Techno Roots", que é uma espécie de versão techno das músicas do mestre Jackson do Pandeiro. Entre as estrelas que participam do disco estão Biro do Cavaco, Bal Santana, Miltinho Edilberto, Jean Garfunkel, Egberto Gismonti, Dominguinhos, Genival Lacerda, Vicente Barreto e Ulisses Rocha, Fuba de Taperoá. Eis as faixas: Xote de Copacabana (José Gomes), Rosa (Ruy de Moraes e Silva), Cabo Tenório (Rosil Cavalcanti), Forró do Zé Lagoa (Rosil Cavalcanti), Sina de Cigarra (Jackson do Pandeiro/Delmiro Ramos), Chuchu Beleza (João Silva/Raymundo Evangelista), Coco do Norte (Rosil Cavalcanti) e Cabeça Feita (Jackson do Pandeiro/Sebastião Batista da Silva).

 

 

2003

 

- O cantor e compositor pernambucano, ex-vocalista do grupo Cascabulho, reuniu um repertório pouco conhecido de Jackson do Pandeiro (frevos compostos nos anos 50 e 60) sob uma nova ótica, reafirmando a contemporaneidade da obra do "Rei do ritmo". Foi o “Batidas Urbanas - Projeto Micróbio do Frevo”, pelo selo Casa de Farinha. Para participar desta deliciosa mistura, além das vozes gravadas de Jackson do Pandeiro, Nelson Ferreira e Capiba, Silvério Pessoa convidou o violonista de formação clássica Cláudio Almeida e o saxofonista Spok, para cuidar dos arranjos, mais instrumentistas de peso como Naná Vasconcelos, os cantores China (ex-Sheik Tosado), Canibal (Devotos), Mônica Feijó e Zé Brown, além das bandas Eddie, Matalanamão e Ataque Suicida. A participação mais emocionante para Silvério, entretanto, foi a de Almira Castilho, viúva e ex-parceira de Jackson do Pandeiro, que há 30 anos não entrava num estúdio. Do repertório tradicional de Jackson, estão, entre outras canções menos conhecidas, clássicos como “Me Dá um Cheirinho” (Sebastião Lopes), “Quem Não Chora Não Mama” (Romeu Gentil e Paquito), “Tá Como o Diabo Gosta” (A.Garcia e Enoque Figueiredo), “Tô Com a Macaca” (Arno Provenzano, Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro) e “Vou Gargalhar” (Edgar Ferreira).

 

 

2004

 

- A EMI lançou o CD duplo "Jackson do Pandeiro - 50 anos de ritmos" que reuniu as faixas gravadas por ele entre 1953 a 1958, quando se transferiu para a Columbia, atual Sony.

 

- Foi homenageado com o musical "Jackson do Pandeiro - As aventuras de Zé Jack e seu pandeiro solto na buraqueira", com direção de João Falcão levado à cena na sala Baden Powell.

 

 

2006

 

- Lançado o álbum Forró pras crianças, com músicas de Jackson do Pandeiro, em sua grande maioria, interpretados por astros da música brasileira, com o auxílio de um coro de meninos e meninas - alunos da maestrina Valéria Mendonça no Conservatório Brasileiro de Música e na Escola de Música Villa-Lobos – regidos por Paulo Malaguti. As músicas foram Quadro Negro (Jackson do Pandeiro / Rosil Cavalcanti), Morena Bela (Onildo Almeida / Juarez Santiago), Forró em Limoeiro (Edgar Ferreira), Sina de Cigarra (Jackson do Pandeiro / Delmiro Ramos), Côco do Norte (Rosil Cavalcanti), Cantiga do Sapo (Jackson do Pandeiro / Buco do Pandeiro), Sebastiana (Rosil Cavalcanti), Amor de Mentirinha (Jackson do Pandeiro / Ivo Martins), Tum, Tum, Tum (Ary Monteiro / Cristóvão de Alencar), Forró em Campina (Jackson do Pandeiro), Canto da Ema (Ayres Vianna / João do Vale), Chiclete Com Banana (Gordurinha / Almira Castilho) e Cajueiro (Jackson do Pandeiro / Raimundo Baima). Deste disco, participou o sanfoneiro oficial de Jackson do Pandeiro, Severo, fazendo solo em Cajueiro, de Jackson e Raimundo Baima, com coro de crianças.

 

- Por ocasião dos 24 anos de seu falecimento, foi apresentado o projeto "Jackson do côco, forró, samba e pandeiro" que mostrou uma série de quatro shows, no CCBB-Centro Cultural do Banco do Brasil - no Rio de Janeiro. A homenagem ao compositor contou com convidados como os cantores e compositores Luciane Menezes, Silvério Pessoa, Adryana BB, do grupo Rio Maracatu e Rouxinol que interpretaram clássicos de sua autoria e mesmo sucessos de outros compositores, eternizados por ele, como "O Canto da Ema", e "Sebastiana", acompanhados da banda Regional Pau de Arara. O projeto combinou dados biográficos e canções, ressaltando a importância de Jackson do pandeiro para a música popular brasileira, especialmente na ligação da cultura nordestina com o samba do sudeste.

 

 

2008

 

- Após seis anos do lançamento da pedra fundamental, a Prefeitura de Alagoa Grande, em parceria com o Ministério do Turismo, entregou à Paraíba, no dia 19 de dezembro de 2008, o Memorial Jackson do Pandeiro, instalado na Rua Apolônio Zenaide, 687, bem no centro da cidade.

Discos, objetos, documentos, fotografias, vestuários, entre centenas de peças, reunidos por familiares, amigos, colecionadores, pesquisadores e artistas, estam em permanente exposição.

O espaço, um casarão de 1898, restaurado e adaptado ao equipamento, passou também a abrigar os restos mortais do artista, que foram trasladados do Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, para sua terra natal, 26 anos após o falecimento e às vésperas dos 90 anos de nascimento.

 

- Geraldo Azevedo inclui homenagem a Jackson no seu disco O Brasil existe em mim com Já Que O Som Não... (com Alceu Valença).

 

- Zé Ramalho presta homenagem a Jackson no disco Tá tudo mudando: Zé Ramalho Canta Bob Dylan. Trata-se da faixa "Mr. Tambourine Man”.